segunda-feira, 18 de julho de 2016

Liga Contra o Câncer completa 67 anos no limite do seu orçamento



Oi pessoal,
Trago aqui um assunto da maior importância. 
A Liga Norte Riograndense Contra o Câncer completa esse mês 67 anos de fundação (1949), sendo o único Centro de Alta Complexidade em Oncologia (CACON) do Estado e referencia na região. 

A instituição 
hoje é formada por cinco unidades, sendo uma de apoio humanitário: o Centro Avançado de Oncologia (CECAN), Hospital Dr. Luiz Antônio, Policlínica, Hospital de Oncologia do Seridó (em Caicó) e a Casa de Apoio Irmã Gabriela.

Pacientes
Reconhecida pela democratização do acesso à oncologia de ponta, a Liga é uma Sociedade civil sem fins lucrativos, e destina cerca de 70% de seu atendimento a pacientes do SUS, como parte de sua missão de levar a melhor assistência oncológica a todos os cidadãos, independente da forma de acesso.

Dificuldades
Como se sabe, a instituição precisa de dinheiro para manter sua filantropia sempre crescente.  Só nos últimos dois anos os salários, parte principal das despesas, aumentaram na casa dos 20%. 
Já a receita está praticamente estável, haja vista que as tabelas de remuneração dos convênios, inclusive o SUS, não vêm sendo reajustadas.

O número 
anual de procedimentos realizados teve um aumento de mais de 30%. Em 2015 foram detectados 4.641 novos casos de câncer. Em termos de atendimentos especializados o volume também foi bem significativo: mais de 223 mil aplicações de radioterapia, 43 mil ciclos de quimioterapia e mais de 13 mil cirurgias. Isso tudo sem falar no aumento dos medicamentos e materiais hospitalares.
A inflação na área da saúde é maior do que a oficial e os convênios não sinalizam com qualquer reajuste nas tabelas.

A preocupação
Para o superintendente da Liga Norte Riograndense Contra o Câncer, Dr. Roberto Sales, a situação é muito preocupante: “Nós temos feito todo o possível para aumentar a produtividade e conseguir absorver o aumento de custos, mas tudo tem um limite e nós já o atingimos. Se não houver um reajuste na remuneração, fatalmente teremos queda na assistência”.

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