quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Políticos de 14 legendas pedem ação pró-Amazônia acima de ‘discussões partidárias e ideológicas’

Painel
Deputados, senadores, prefeitos e vereadores de 14 legendas assinaram manifesto que critica a “desatenção do governo federal” com a questão climática e pede prioridade para a discussão da proteção da Amazônia, acima das “discussões partidárias e ideológicas”.
O texto, chancelado por nomes do PSDB à Rede, foi entregue ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quarta (28).
Todos os signatários são membros da Raps (Rede de Ação Política pela Sustentabilidade).
Confira abaixo o manifesto:
“Os acontecimentos recentes em relação à Amazônia colocaram no centro do debate nacional e internacional a política ambiental brasileira e sua importância para o desenvolvimento do país e para a estabilização do clima global. 
Nós, líderes políticos eleitos, membros da Rede de Ação Política pela Sustentabilidade (RAPS), nos manifestamos em defesa da agenda climática, de sua emergência e da necessidade de que o tema, assim como a Amazônia, de interesse de toda a sociedade brasileira, ultrapasse discussões partidárias e ideológicas e seja tratado como prioridade por agentes políticos em distintas posições e esferas. 
Ressaltamos, em especial, nossa preocupação com a desatenção do Governo Federal com a questão climática, expressa na diminuição de recursos para o combate efetivo às mudanças do clima, em alterações nas regras para licenciamento ambiental que o tornem mais brando, no crescimento do desmatamento e na desqualificação dos dados científicos sobre o assunto, no avanço de atividades econômicas em áreas de proteção e terras indígenas, nos embates diplomáticos que podem resultar, entre outros, em alterações no Fundo Amazônia e na redução dos espaços de diálogo sobre o tema envolvendo a sociedade civil e outros níveis de governo. 
Reiteramos, ainda, nosso compromisso com essas ações, em defesa de um país mais justo, com mais oportunidade e qualidade de vida para todos, capaz de respeitar seus recursos naturais disponíveis e seus compromissos internacionais.” 
Fonte: Painel da Folha de São Paulo

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