O ex-presidente Jair Bolsonaro completa seis meses preso nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, período que inclui a prisão domiciliar, a detenção na sede da Polícia Federal e, atualmente, no complexo da Papuda. Segundo o vereador Carlos Bolsonaro, que o visita com frequência, seu pai está "abatido e apático", além de enfrentar soluços persistentes e outros problemas de saúde.
Esquecido por antigos aliados internacionais, como Donald Trump, em quem depositava grandes expectativas, e isolado no cárcere, Bolsonaro atravessa seu momento de maior fragilidade pessoal. As visitas permanecem restritas a familiares e apoiadores, sempre mediante autorização judicial, o que reforça seu isolamento e a consequente perda de influência externa e simbólica.
Apesar do cenário adverso, Bolsonaro mantém peso relevante no cenário político nacional. Seu legado eleitoral segue ativo por meio de uma base fiel, organizada e numerosa, capaz de influenciar eleições e sustentar projetos políticos por intermédio de aliados e herdeiros. Esse capital não garante uma reabilitação imediata, mas pode funcionar como combustível político para uma eventual retomada em um futuro ainda incerto.
Enfraquecido no presente, Bolsonaro está longe de estar politicamente morto. O tamanho e a lealdade de sua base podem ser decisivos para seu destino — ou para quem vier a falar em seu nome.
