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Organismos internacionais acompanham com preocupação o agravamento da crise econômica e social na ilha.
O endurecimento das sanções econômicas dos Estados Unidos e as crescentes dificuldades no abastecimento energético vêm agravando a crise humanitária em Cuba. Relatório divulgado pelo portal Cubadebate aponta que os impactos já atingem áreas essenciais, como saúde, alimentação, transporte e acesso à água, levando organismos internacionais a alertarem para uma situação cada vez mais preocupante na ilha.

Entre os indicadores mais alarmantes está a redução da taxa de sobrevivência de crianças com câncer, que caiu de 85% para 65%, segundo o levantamento. Hospitais enfrentam dificuldades para manter atendimentos em razão das frequentes interrupções no fornecimento de energia. Atualmente, mais de 100 mil pessoas aguardam procedimentos cirúrgicos, entre elas milhares de pacientes oncológicos e crianças.

A escassez de recursos também compromete tratamentos de hemodiálise, campanhas de vacinação e o fornecimento regular de medicamentos considerados essenciais. Além disso, a falta de insumos tem afetado a produção farmacêutica nacional, ampliando as dificuldades enfrentadas pelo sistema de saúde.

Os reflexos da crise vão além dos hospitais. Apagões que chegam a ultrapassar 20 horas por dia prejudicam o abastecimento de água, a conservação de alimentos e o funcionamento de serviços básicos, além de limitar a atividade econômica. Organizações vinculadas às Nações Unidas relatam dificuldades para entregar ajuda humanitária à população, enquanto cresce a preocupação internacional com os efeitos sociais das sanções sobre os cubanos.

Com informações do Brasil de Fato.

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