Independentemente das preferências políticas, o evento demonstrou capacidade de mobilização. O ginásio cheio, a presença de prefeitos, vereadores, deputados e das principais lideranças conservadoras do Estado transformaram a convenção de Álvaro Dias em um fato político relevante. A imagem que o PL buscou transmitir foi a de unidade em torno de uma chapa competitiva.
Na política, percepção também conta. E, neste quesito, a oposição ao governo estadual conquistou um ativo importante. Passou a ocupar o centro do debate antes mesmo do início oficial da propaganda eleitoral.
Agora, o desafio muda de lado.
A partir do início do horário eleitoral gratuito, os adversários precisarão responder menos às imagens da convenção e mais às expectativas do eleitor. Não bastará minimizar a mobilização do PL. Será preciso apresentar propostas consistentes para temas que preocupam o potiguar, como segurança pública, saúde, infraestrutura, educação e geração de empregos.
Campanhas não se vencem apenas com grandes eventos, assim como não se vencem apenas com críticas ao adversário. Convenções mostram força política; eleições são decididas quando o eleitor compara projetos de governo (?)
Se a convenção do PL serviu para demonstrar musculatura eleitoral, o horário eleitoral será o verdadeiro teste de conteúdo. A partir daí, o palanque dará lugar às propostas, e o eleitor terá a oportunidade de avaliar quem apresenta as soluções mais convincentes para os problemas do Rio Grande do Norte.
O domingo foi da mobilização. Os próximos capítulos terão de ser da política de ideias. Afinal, ginásios cheios impressionam; votos, no entanto, continuam sendo conquistados nas urnas.
