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A desconfiança dos brasileiros em relação ao Supremo Tribunal Federal (STF) atingiu 48%, o maior percentual registrado pelo Datafolha desde o início da série histórica, em 2012.

O levantamento mostra que 14% dos entrevistados dizem confiar muito no STF, enquanto 35% afirmam confiar um pouco. A desconfiança supera a registrada em pesquisas anteriores e coloca o Supremo entre as instituições que enfrentam maior nível de descrédito da população.

A crise envolvendo o STF também aparece relacionada ao cenário eleitoral. Para 47% dos entrevistados, a crise no Supremo terá algum grau de influência na escolha do voto para presidente. Outros 49% afirmam que o episódio não terá influência sobre sua decisão.

Quando questionados sobre quem poderia ser prejudicado pela crise, 38% mencionaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enquanto 31% citaram o senador Flávio Bolsonaro (PL). A pergunta permitia mais de uma resposta.

A pesquisa também aponta que 34% dos eleitores afirmam que o apoio de um candidato ao Senado ao impeachment de ministros do STF aumenta sua chance de votar nesse candidato. Para 31%, esse posicionamento diminui a possibilidade de voto, enquanto 30% dizem que a posição não altera sua decisão.

Outro dado do levantamento mostra a divisão da percepção política em torno do caso envolvendo o Banco Master. Entre os entrevistados, 34% consideram que a maioria dos envolvidos no caso é de esquerda, enquanto 27% avaliam que a maioria é de direita.

Os números mostram que a crise no Supremo ganhou relevância na percepção dos eleitores e passou a integrar, para uma parcela significativa da população, o debate sobre as eleições. A pesquisa, porém, retrata as opiniões dos entrevistados no período em que foi realizada e não permite, isoladamente, estabelecer uma relação de causa e efeito entre os acontecimentos envolvendo o STF e as mudanças na opinião pública.

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