O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a considerar seriamente a possibilidade de um ataque militar contra o Irã, conforme revelaram discussões internas com seus principais conselheiros de segurança nacional. A opção integrava o leque de respostas avaliadas diante do aumento das tensões entre Washington e Teerã.
A Casa Branca, no entanto, decidiu recuar. Pesou na decisão a avaliação de que uma ofensiva direta teria custos militares, políticos e econômicos elevados, além do risco de provocar uma escalada regional com impacto direto na estabilidade do Oriente Médio. Aliados estratégicos dos Estados Unidos na região também atuaram nos bastidores, pressionando por moderação e alertando que um ataque poderia ampliar o conflito e agravar a insegurança regional.
Diante desse cenário, Trump optou por não autorizar a ação militar, passando a priorizar alternativas menos imediatas, como a intensificação da pressão diplomática e medidas de dissuasão, em vez de um confronto direto com o governo iraniano.
Enquanto isso, no Irã, os protestos iniciados em 28 de dezembro de 2025, que se aproximam de 20 dias, perderam força nas últimas semanas, em meio à forte repressão do regime e ao bloqueio do acesso à internet, que dificultou a mobilização e a divulgação das manifestações.
