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O tempo não me apressa — ele me aprimora
Por Rosalie Arruda








50tinha (porque maturidade também samba)
Chovia. Mas a turma do “50tinha” já aprendeu que esperar o tempo melhorar é estratégia para quem ainda acredita em previsão confiável. Foi assim que, na quarta (11), o Bar 294 virou território do frevo comandado por Diogo das Virgens — com entusiasmo suficiente para ignorar a umidade e eventuais lembranças do ortopedista.
Cinquentões e agregados compareceram em número mais seletivo. A idade ensina que qualidade supera quantidade — inclusive na pista.
À frente do embalo, Diogo, Carlos Sérgio e Tinho.
João Neto registrou tudo. Porque há noites que merecem memória — e outras que precisam de prova.
Domingo (15) tem mais: concentração às 16h, Orquestra de Frevo e cortejo até o Largo do Atheneu. Recomenda-se disposição. O resto se improvisa.




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Sem amarras (e com audiência)
Uma socialite espirituosa roubou a cena com um gingado que dispensava explicações. A liberdade, quando autêntica, não pede autorização — apenas música.
O empresário Valério Lira ensaiou aproximação em passos calculados de frevo. O esforço foi notado. O resultado, diplomático.


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Direita, esquerda… ou sobremesa?

Após maratona de compromissos — incluindo prestação de contas do governo Fátima Bezerra à imprensa — o pré-candidato Cadu Xavier escolheu encerrar o dia no Basilicos.Natal. Nada como pizza para substituir palanque. Cumprimentos calorosos, análises discretas e aquele clima típico de quem mede o ambiente antes 
de medir votos.

Um eleitor ao meu lado foi direto: — Para deputado federal, tinha meu voto.
E, perguntei por que não para o governo?. — Não voto em candidato de esquerda, respondeu.

No Brasil, às vezes a ideologia parece menos convicção e mais etiqueta. Mas a mesa estava harmoniosa demais para teorias políticas. 

Entre amigos,  sorrisos e guardanapos de pano, prevaleceu a arte de manter conversas agradáveis — habilidade essencial a qualquer conviva. 

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Mesa cativa
O empresário Mário Barreto ocupava mesa no Basilicos; nessa quarta-feira (11) de céu indeciso em Petrópolis, ao lado da publicitária Lana Mendes — talento e presença que dispensam legenda.
Quem observa o casal garante: afinidade intelectual é afrodisíaco silencioso. E raro.


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Rita, sempre
Sexta (13), o Bar do Ari presta tributo à eterna Rita Lee a partir das 16h30. No comando, a orquestra do mestre Giba Cabral, além da Banda Citrika e Pajux Frank.
O repertório atravessa Os Mutantes e a fase solo da artista que fez da irreverência um estilo de vida — e da liberdade, um manifesto. Rita jamais foi consenso. E talvez esteja aí sua maior elegância.
Capriche na fantasia. Ícones merecem plateia à altura.

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Beleza estratégica
O Boticário decidiu que o esquenta do Carnaval começa na loja. Por R$ 139, maquiadores especialistas produzem o cliente — com o valor revertido em produtos. Beleza com retorno garantido.
A proposta é transformar a loja no ponto de partida da celebração. Em tempos de exposição constante, durabilidade e brilho deixaram de ser metáforas.
Agendamentos: agendamentoservicos.boticario.com.br.

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Contrato, parafuso e tchau
Na Letônia, o desequilíbrio demográfico — mais mulheres que homens, especialmente nas faixas etárias mais altas — inspirou um serviço peculiar: “marido por hora”.
Nada de promessas eternas. Apenas eficiência: montar móveis, apertar parafusos, domar torneiras rebeldes. Relações com prazo, função definida e zero drama contratual.
Em tempos de vínculos fluidos, a praticidade virou virtude. Há quem chame de pragmatismo. Outros de evolução. De minha parte, apenas observo: a objetividade nunca esteve tão valorizada.

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