O avanço internacional na disputa por minerais críticos (insumos essenciais para tecnologias como carros elétricos, energia renovável e sistemas de defesa ) acendeu um alerta no Brasil. Para o ex-presidente da Petrobras, Jean Paul Prates, o país está atrasado em relação às principais economias do mundo e precisa adotar uma estratégia mais assertiva para garantir soberania nesse setor.
A análise surge após a empresa norte-americana USA Rare Earth anunciar a aquisição do Grupo Serra Verde, responsável pela mina Pela Ema, em Minaçu (GO), por cerca de US$ 2,8 bilhões. O ativo é considerado estratégico por concentrar elementos de terras raras utilizados em tecnologias de ponta. Com a operação, os Estados Unidos passam a contar com uma fonte relevante desses minerais fora da Ásia, região que domina a cadeia global.
Segundo Prates, o movimento não foi apenas empresarial, mas resultado de uma articulação entre Estado e iniciativa privada. Ele destaca que o financiamento da operação contou com apoio da agência governamental norte-americana, evidenciando o papel estratégico assumido por países desenvolvidos nesse mercado.
“O Brasil ficou na plateia”, resume.
Debate estratégico
O ex-presidente da Petrobras defende que o país precisa estruturar uma política própria para o setor. Entre as propostas, está a criação de uma empresa de capital misto voltada para minerais críticos, chamada informalmente de “Terrabras”.
Para ele, a iniciativa não representa estatização, mas sim uma resposta necessária a um cenário internacional cada vez mais competitivo. Prates argumenta que países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia já adotam políticas públicas robustas para garantir acesso e controle sobre esses recursos.
O ex-presidente da Petrobras defende que o país precisa estruturar uma política própria para o setor. Entre as propostas, está a criação de uma empresa de capital misto voltada para minerais críticos, chamada informalmente de “Terrabras”.
Para ele, a iniciativa não representa estatização, mas sim uma resposta necessária a um cenário internacional cada vez mais competitivo. Prates argumenta que países como Estados Unidos, China e membros da União Europeia já adotam políticas públicas robustas para garantir acesso e controle sobre esses recursos.
Modelo proposto
O modelo sugerido prevê atuação em parceria com o setor privado, priorizando investimentos no refino dos minerais, ou seja, etapa de maior valor agregado, em vez da simples exportação de matéria-prima. Também enfatiza a necessidade de governança alinhada ao mercado, com transparência e metas claras de desempenho.
Prates critica o que chama de “exportação de valor”, ao destacar que o Brasil ainda vende minerais brutos para processamento no exterior, repetindo padrões históricos de dependência econômica.
O modelo sugerido prevê atuação em parceria com o setor privado, priorizando investimentos no refino dos minerais, ou seja, etapa de maior valor agregado, em vez da simples exportação de matéria-prima. Também enfatiza a necessidade de governança alinhada ao mercado, com transparência e metas claras de desempenho.
Prates critica o que chama de “exportação de valor”, ao destacar que o Brasil ainda vende minerais brutos para processamento no exterior, repetindo padrões históricos de dependência econômica.
Corrida global
Minerais críticos, como lítio, cobalto e terras raras, são considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico. Apesar de não serem necessariamente escassos, sua produção está concentrada em poucos países, o que aumenta sua relevância geopolítica.
Para o ex-presidente da Petrobras, a falta de uma estratégia nacional pode comprometer a posição do Brasil nesse cenário. “O debate não é ideológico, é estratégico”, sustenta.
A avaliação reforça a urgência de o país definir seu papel em uma cadeia produtiva cada vez mais central para a economia global e, já disputada por grandes potências.
Minerais críticos, como lítio, cobalto e terras raras, são considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento tecnológico. Apesar de não serem necessariamente escassos, sua produção está concentrada em poucos países, o que aumenta sua relevância geopolítica.
Para o ex-presidente da Petrobras, a falta de uma estratégia nacional pode comprometer a posição do Brasil nesse cenário. “O debate não é ideológico, é estratégico”, sustenta.
A avaliação reforça a urgência de o país definir seu papel em uma cadeia produtiva cada vez mais central para a economia global e, já disputada por grandes potências.

