Abril tem sido generoso com a moda potiguar. E, no centro desse movimento, está George Azevedo, que vem ocupando passarelas importantes do país com a segurança de quem conhece bem a própria identidade. Em tempos de tendências passageiras, ele aposta no que poucos conseguem sustentar: assinatura.
Com dois desfiles consecutivos em cenários distintos — Brasília e São Paulo — o estilista reafirma um caminho autoral que não se curva à pressa do mercado. No Metrópoles Catwalk, realizado no Teatro Nacional Cláudio Santoro, a coleção apresentou um mergulho afetivo: peças leves, estruturadas e carregadas de significado, com bordados e pinturas inspiradas em memórias musicais.
Já em São Paulo, durante o Festival Nordestesse na Pinga, o estilista mostrou sua versatilidade ao trazer o conceito “Segunda Pele”. O animal print — marca registrada — ganhou nova leitura em jaquetas bomber, volumes puff e minicasacos, equilibrando ousadia e linguagem urbana.
O ponto em comum entre os dois momentos é claro: a valorização do feito à mão. Rendas aplicadas, pinturas autorais e paetês texturizados reforçam um luxo que não é apenas estético, mas também simbólico — o da identidade nordestina reinterpretada com sofisticação.
Mais do que desfiles bem-sucedidos, o que George Azevedo apresenta é consistência. Em um mercado onde muitos ainda buscam uma linguagem própria, ele segue fazendo o caminho inverso: revisita suas origens, atualiza seus clássicos e mostra que estilo, quando é de verdade, não precisa gritar — apenas aparecer.
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