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A proposta de reduzir a jornada de 44 para 40 horas,  com o fim da escala 6x1,  já enfrenta forte reação do setor de transporte. Estudo da CNT aponta impacto de R$ 11,88 bilhões, com aumento de custos, risco de desemprego e pressão sobre tarifas.

Segundo a análise, a mudança elevaria o valor da hora trabalhada em cerca de 10%, gerando alta de 8,6% nos custos com pessoal. Para manter a operação, seriam necessários até 240 mil novos trabalhadores,  desafio diante da falta de mão de obra no setor.

Pequenas empresas, maioria no segmento, tendem a ser as mais afetadas. Com margens apertadas, podem repassar custos ou reduzir atividades.

O estudo também alerta para risco de informalidade e destaca a baixa produtividade como entrave para sustentar a mudança. Apesar de o setor ter alto índice de formalização, o custo da contratação no Brasil,  
que supera 100% do salário nominal,  pode estimular práticas informais diante de novas pressões financeiras.

Debate deve se intensificar

Com a proposta avançando no debate público, cresce também a mobilização contrária em setores produtivos. Entidades defendem que qualquer mudança nas regras de jornada e escalas seja construída por meio de negociação coletiva, levando em conta as particularidades de cada atividade.

O tema, que envolve qualidade de vida, geração de empregos e sustentabilidade econômica, deve seguir no centro das discussões nos próximos meses, agora com posições mais definidas e pressão crescente de ambos os lados.


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