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O rosa sempre fez parte da vida de Emilly Leiros. Está nas roupas, na mochila, na máscara e até na cadeira de rodas que acompanha sua rotina. Mas, ao completar 15 anos, a adolescente realizou um sonho que ganhou um significado ainda mais especial: pintar os cabelos da sua cor favorita.

A iniciativa foi promovida pela Comissão de Cuidados Paliativos do Hospital Universitário Onofre Lopes, vinculado à HU Brasil, como parte de um trabalho de humanização que busca levar acolhimento e afeto aos pacientes além dos cuidados médicos.

Emilly enfrenta desafios de saúde desde o nascimento. Diagnosticada com mielomeningocele, uma malformação na coluna, precisou lidar ao longo da vida com complicações renais, sessões de diálise e, posteriormente, um transplante renal. Hoje, segue acompanhada pelas equipes de nefrologia e cuidados paliativos do hospital.

O desejo pelos cabelos coloridos nasceu da admiração por uma enfermeira da pediatria que usa os fios em tons vibrantes. Desde então, Emilly sonhava em também carregar no visual a cor que traduz sua personalidade.

Para a mãe, Elidiane Leiros, o momento trouxe leveza em meio à dura rotina hospitalar. “Ver minha filha feliz, realizando algo que queria tanto, é um presente para nós duas. Eles cuidam não só dela, mas também do nosso coração”, disse emocionada.

A médica intensivista pediátrica e paliativista Ana Leonor Medeiros destaca que os cuidados paliativos também passam pela construção de memórias felizes e pela valorização dos desejos dos pacientes. Mais do que uma mudança estética, o novo cabelo representa autonomia, autoestima e identidade.

“Agora, o desejo de Emilly é ser lembrada como a menina do cabelo cor-de-rosa, e não apenas como a menina da cadeira de rodas rosa”, resumiu a médica.

Com informação da Coordenadoria de Comunicação Social da HU Brasil

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