Home


A pesquisa Genial/Quaest dibvulgada nesta quarta-feira (06), revela um cenário que tende a definir a disputa presidencial deste ano, onde a rejeição dos principais candidatos pode pesar tanto quanto a intenção de voto.

No levantamento divulgado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece com 44% das intenções de voto, contra 39% do senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma simulação de segundo turno, dentro da margem de erro de dois pontos percentuais. Ao mesmo tempo, a pesquisa mostra que ambos enfrentam um obstáculo semelhante,  mais da metade dos eleitores que os conhecem afirma que não votaria neles de jeito nenhum.

Esse dado é mais significativo do que parece. Em uma eleição polarizada, o voto deixa de ser apenas uma demonstração de preferência e passa a ser, muitas vezes, uma escolha motivada pela rejeição ao adversário. Em outras palavras, ganha não necessariamente quem desperta mais entusiasmo, mas quem consegue provocar menos resistência entre os eleitores indecisos.

A alta rejeição também impõe um teto ao crescimento eleitoral. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro possuem eleitorados consolidados, mas encontram dificuldade para romper a barreira dos 50% justamente porque enfrentam resistência de parcelas expressivas da população. Isso explica por que pequenas oscilações nas pesquisas podem ter grande impacto ao longo da campanha.

Outro aspecto importante é que esse ambiente mantém viva a expectativa por uma candidatura capaz de dialogar com os eleitores cansados da polarização. Entretanto, o histórico das últimas eleições demonstra que transformar esse sentimento em uma alternativa competitiva exige estrutura partidária, tempo de televisão, alianças e forte presença nas redes sociais.

A própria evolução das pesquisas mostra um cenário dinâmico. Em julho, a Genial/Quaest registrava Lula com vantagem mais confortável sobre Flávio Bolsonaro e rejeição de 50% para o presidente, enquanto o senador aparecia com 57% de rejeição. A pesquisa desta semana indica uma disputa mais apertada, mas confirma que a rejeição continua sendo um dos principais limitadores do crescimento de ambos.

Com pouco mais de dois meses para a eleição, a tendência é que a campanha seja marcada menos pela conquista de novos apoiadores e mais pelo esforço de reduzir resistências. 

Nesse cenário, debates, propostas para a economia, segurança pública e qualidade dos serviços públicos poderão ser decisivos para convencer o eleitor moderado, justamente o segmento que costuma definir eleições equilibradas.

A Genial/Quaest realizou 2.004 entrevistas presenciais entre os dias 5 e 8 de junho. Foram ouvidos brasileiros com 16 anos ou mais. A margem de erros é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi protocolada junta à Justiça Eleitoral sob número BR-07661/2026.

Poste um comentário

comente aqui..