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A disputa pelas 54 cadeiras do Senado que estarão em jogo nas eleições de 4 de outubro reúne 319 candidatos em todo o país, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na prática, são quase seis candidatos para cada vaga.

A renovação será de dois terços do Senado, que possui 81 cadeiras. Cada estado e o Distrito Federal elegerão dois senadores, todos com mandato de oito anos. A votação é majoritária e não há segundo turno para o Senado: os dois candidatos mais votados em cada unidade da Federação serão eleitos.

A quantidade de concorrentes, porém, varia bastante entre os estados. O Rio Grande do Norte, por exemplo, terá seis candidatos disputando as duas vagas: Rafael Motta, Samanda de Lula, Sandro Pimentel, Sonia Godeiro, Styvenson Valentim e Zenaide Maia.

Quem está na corrida

A eleição reúne nomes conhecidos da política nacional e regional, além de candidatos que estão tentando chegar ao Senado pela primeira vez. Levantamento baseado nos dados do TSE aponta 32 senadores em exercício entre os candidatos que buscam renovar o mandato.

O TSE também mostra que a renovação das candidaturas é relativamente baixa entre os concorrentes ao Senado. Em um recorte divulgado em agosto, 45 dos 315 candidatos analisados para o cargo eram estreantes, o equivalente a 14,3%. A diferença para os 319 candidatos registrados atualmente decorre da atualização dos registros eleitorais.

Perfil ainda majoritariamente masculino

O perfil das candidaturas ao Senado mantém uma característica histórica da política brasileira: a predominância masculina. A fotografia geral das eleições de 2026 mostra que os homens representam 65,15% das candidaturas, enquanto as mulheres são 34,85%. No recorte racial, pretos e pardos somam 49,64% das candidaturas nacionais. Esses números, entretanto, referem-se ao conjunto das candidaturas e não exclusivamente ao Senado.

A própria base de dados do TSE permite consultar gênero, cor ou raça, idade, escolaridade, profissão, patrimônio e outras informações declaradas pelos candidatos. O banco oficial é atualizado quatro vezes ao dia.

Uma eleição que muda o mapa do Senado

A disputa deste ano tem peso especial porque 66,7% das cadeiras da Casa serão renovadas. O eleitor terá direito a dois votos para o Senado, escolhendo entre os candidatos de seu estado.

Além de votar na elaboração de leis, os senadores têm atribuições exclusivas importantes, como analisar indicações para cargos como ministros do Supremo Tribunal Federal, procurador-geral da República e presidente do Banco Central. Também cabe ao Senado processar e julgar autoridades em determinados crimes de responsabilidade.

Com 319 nomes na disputa, a eleição coloca frente a frente senadores experientes, ex-governadores, deputados, prefeitos, empresários, representantes de movimentos sociais e candidatos estreantes.

E, diferentemente da Câmara, onde centenas de candidatos disputam dezenas de cadeiras em cada estado, no Senado a conta é simples  e cruel. NA disputa são apenas duas vagas por unidade da Federação.

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