O número de sessões não deve ser o único parâmetro para avaliar a eficácia do tratamento de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A avaliação deve considerar as necessidades individuais, os objetivos definidos para cada criança e o acompanhamento contínuo de sua evolução.
Segundo o Censo 2022 do IBGE, o Brasil tem 2,4 milhões de pessoas diagnosticadas com autismo, o equivalente a 1,2% da população. Entre crianças de 5 a 9 anos, o índice chega a 2,6%.
Para o Grupo Bem Criar, especializado no atendimento de crianças com transtornos do neurodesenvolvimento, duas crianças com o mesmo diagnóstico podem precisar de estratégias, profissionais e intensidades de atendimento diferentes. A orientação é estabelecer um plano terapêutico individualizado, acompanhar os resultados e revisar as intervenções conforme as necessidades mudam.
“Não se trata de estabelecer que mais ou menos sessões sejam melhores. A pergunta precisa ser outra: quais intervenções esta criança necessita, quais objetivos queremos alcançar e como vamos medir sua evolução?”, afirma a CEO do grupo, Joice Melo.
A abordagem também é defendida por diretrizes internacionais, que recomendam planos personalizados e avaliação sistemática das respostas às intervenções. A participação das famílias é outro ponto considerado importante para acompanhar o desenvolvimento da criança e entender os objetivos de cada etapa do tratamento.
“Quantidade, isoladamente, não é indicador de qualidade”, resume Joice.
