É nitroglicerina pura os depoimentos de Carla Ubarana e seu marido Jorge Leal. O casal não deixa pedra sobre pedra e conta timtim por timtim dos detalhes sórdidos e como um grupo de pessoas, entre elas, dois desembargadores, se apoderavam do dinheiro público na maior cara de pau e sem o menor remorso.
O depoimento do casal Araújo Leal prestado ao juiz Armando Ponte, titular da 7º Vara Criminal é uma navalha na carne do Tribunal de Justiça Estadual.
Na Divisão de Precatória do TJ, recursos públicos eram manipulados e desviados em forma de cheques, transferências e guias de pagamentos. Laranjas (inocentes?) foram usados para engordar o patrimônio de poucos, com recursos dos muitos. Valores monetários eram repassados, pelo esquema de um para outro, em notas de 100 reais, para não criar volumes, em garagens e escritório. Tudo a luz do dia e na maior desfaçatez.
Os jornais da capital trazem um vasto material informando os por menores do esquema que pelas contas do TCE já chegou a casa dos R$ 13 milhões. A expectativa é de que o montante cresça até o final das investigações.
A maioria dos envolvidos no escândalo dos precatórios nega. Principalmente os desembargadores e os chamados laranjas.
Para não sermos injustos, vamos ouvir o que suas excelências têm a dizer. Isso quando resolverem falar. O desembargador Rafael Godeiro está de férias e Oswaldo Cruz em licença para tratamento de saúde.
Pois, pois.
