Com informações da Agência Câmara
Representantes de estados e municípios criticaram nesta terça-feira
(22), em debate na Comissão de Educação e Cultura, a política atual de
reajuste do piso salarial dos professores da educação básica.
O piso, hoje em R$ 1.451, deve refletir a variação do valor anual
mínimo por aluno definido nacionalmente no Fundo de Manutenção e
Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da
Educação (Fundeb). Segundo esse parâmetro, a remuneração da categoria deveria ter crescimento em 22% este ano.
Para o secretário de Administração de Pernambuco, Ricardo Dantas, o aumento previsto para esse índice nos próximos anos deve ampliar “de forma insustentável” o valor a ser pago aos professores. A secretária-adjunta da Educação do Rio Grande do Sul, Maria Eulália Nascimento e o prefeito de Cruz Alta (RS), Vilson Santos concordaram com Dantas.
Para o secretário de Administração de Pernambuco, Ricardo Dantas, o aumento previsto para esse índice nos próximos anos deve ampliar “de forma insustentável” o valor a ser pago aos professores. A secretária-adjunta da Educação do Rio Grande do Sul, Maria Eulália Nascimento e o prefeito de Cruz Alta (RS), Vilson Santos concordaram com Dantas.
No entanto, para o vice-presidente da Confederação Nacional dos
Trabalhadores em Educação (CNTE), Milton Canuto de Almeida, a maior
parte dos estados e municípios tem, sim, recursos para pagar o piso dos
professores. “Não adianta ter recurso e não resolver a questão da
gestão. Há vários municípios pobres que pagam o piso. Eles fizeram o
dever de casa. Alguns municípios realmente não têm condições, mas essa
não é a realidade na grande maioria dos casos”, garantiu.
O debate sobre o piso salarial dos professores foi proposto pelo deputado Luiz Noé (PSB-RS).
