A reportagem mostrada esta manhã pelo
Bom Dia RN que esteve ontem no Walfredo Gurgel para registrar a visita da
coordenação Estadual dos Direitos Humanos ao hospital apresentou um quadro extremamente preocupante.
Mais de 100 pacientes esperam por atendimento aglomerados nos corredores do hospital. Segundo relato do médico Sebastião Paulino, o quadro é de um campo de
concentração. Faltam camas, pacientes se amontanham no corredor, faltam medicamentos
e “existem pacientes dividindo o mesmo
monitor”.
Uma funcionária ouvida pela reportagem apelou: “Nós queremos
lavar as nossas mãos”, disse referindo-se ao fato de não haver sabão no maior
pronto-socorro do estado.
Para Marcos Dionisio, coordenador do Conselho Estadual dos
Direitos Humanos, “Algo inimaginável foi
visto ontem no Walfredo Gurgel. Os profissionais que alí trabalham é como se
estivessem continuamente em um hospital de batalha”.
O coordenador criticou declaração do secretário estadual de
saúde, Isaú Gerino, de que profissionais estariam fazendo terrorismo. Segundo a
secretaria de saúde, a farmácia do hospital está 60% abastecida. “Ora, 60% é melhor do
que 10 ou 15% mas qual a justificativa para não se ter 100% de abastecimento
naquela unidade?”, Perguntou Marcos
Dionisio.
Não está descartada a possibilidade do Conselho denunciar
à Corte Interamericana de Direitos Humanos a situação da saúde no estado.“No
entanto, ainda achamos que os problema pode ser resolvido no âmbito do RN”,
disse Dionisio.
Quadro pode piorar a
partir de hoje
Lamentavelmente, se a situação já está ruim pode piorar
ainda mais. A Coopanest, cooperativa de anestesiologistas que presta serviço à
rede pública, anunciou que está suspendendo o atendimento por falta de pagamento.
