Do Estadão
A decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir um novo julgamento
para parte dos condenados no processo do mensalão - a partir do
acolhimento dos embargos infringentes -, pode beneficiar réus de 306
ações penais que se arrastam na Corte, sem previsão de conclusão.
Enquanto advogados de defesa se empolgam com a possibilidade de lançar
mão de mais um recurso, ministros e ex-integrantes do STF revelam
apreensão com o "efeito dominó" da decisão.
Entre os réus que poderão ser beneficiados com a possibilidade de
ingressar com esse tipo de recurso estão políticos como os deputados
Paulo Maluf (PP-SP) e Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e os senadores Fernando
Collor de Mello (PTB-AL) e Jader Barbalho (PMDB-PA), que respondem ações
por crimes.
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