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Um trabalho bom e apenas um resultado "catastrófico", que não deve manchar todo o resto. O treinador Luiz Felipe Scolari continua batendo na mesma tecla para defender o seu período à frente da seleção. Em entrevista coletiva no estádio Mané Garrincha, onde o Brasil tentará salvar um pouco de sua honra neste sábado (12) contra a Holanda, o técnico voltou a afirmar que a goleada sofrida para a Alemanha é um fato isolado e evitou falar sobre seu futuro no cargo.

"Em um ano e meio, tivemos uma série de situações muito boas. Eu não vejo como as pessoas possam ver o resultado de um jogo. Não vejo como negativo, a não ser um resultado que foi catastrófico. Temos que ver as coisas boas, e as coisas boas nos levam a acreditar que fizemos um bom trabalho. Nós nunca vamos seguir pelo caminho da derrota", declarou.

Além disso, para Felipão, o vexame perante os alemães ficará marcado da mesma forma que o título da Copa das Confederações de 2013 ou os cinco Mundiais vencidos pelo país. Segundo o treinador, a seleção ainda poderia ter anotado "dois ou três gols" nos primeiros 10 minutos da semifinal, o que mudaria o curso das coisas ou amenizaria o impacto da derrota.

O técnico também se recusou a contar se permanecerá no cargo após o final da Copa do Mundo e deixou essa decisão para o atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), José Maria Marin, e o próximo, Marco Polo Del Nero. "O meu trabalho termina após o último jogo da seleção na Copa. Depois eu vou apresentar meu relatório e eles decidirão", desconversou. Mais cedo, o próprio Del Nero havia dito ao jornal "O Estado de S. Paulo" que pretende manter Felipão. (ANSA)

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