Os últimos dias de Neymar não foram fáceis. Na sexta-feira passada (4), ele viu chegar ao fim sua participação na Copa do Mundo de 2014 por conta de uma joelhada de Juan Camilo Zúñiga nas suas costas. Na última terça (8), acompanhou pela televisão o massacre da Alemanha sobre a seleção brasileira, enterrando o sonho do hexa em casa. Por isso, o atacante não se furtou ao dizer que passou por uma das piores semanas de sua vida.
Embora não tenha participado do vexame no Mineirão, o craque se juntou ao restante da delegação nesta quinta (10) e concedeu entrevista coletiva no CT da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), no que pareceu uma tática da entidade para ofuscar o desastrado pronunciamento da comissão técnica ontem (9).
"É uma das piores semanas que tive. Se eu fosse imaginar uma semana ruim, eu não imaginaria essa. Nos sentimos humilhados, envergonhados, não queríamos isso", declarou Neymar, que reconheceu que a derrota nas semifinais da Copa foi um fracasso.
No entanto, o atacante afirmou esperar que a equipe mantenha a cabeça erguida e não se abata por causa de um resultado "tragicamente histórico". "É doloroso, vai doer por muito tempo, mas vai passar. Vamos trabalhar para devolver a alegria ao povo brasileiro, às nossas famílias e aos nossos rostos", ressaltou.
O craque também revelou estar torcendo por uma vitória da Argentina na final do Mundial, mas não para se vingar da goleada germânica sobre o Brasil, e sim por ter dois companheiros de clube na albiceleste. Neymar divide os vestiários do Barcelona com Javier Mascherano e Lionel Messi, que podem levar sua seleção ao tricampeonato no próximo domingo (13).
"Pelo futebol, pela história que o Messi tem, de ter conquistado muita coisa, ele merece sim ser campeão. Estou torcendo sim por ele, que é um amigo, um companheiro, e desejo muita sorte", disse.
Neymar recebeu ligação de Zúñiga
Na coletiva, o craque também falou sobre a jogada que o tirou da Copa e mostrou contrariedade com a entrada de Zúñiga. Segundo ele, não dá para dizer que o lateral quis machucá-lo ou teve maldade, mas não foi um lance normal de jogo. Contudo, Neymar revelou que não sente rancor do colombiano.
"Ele até me ligou no dia seguinte, dizendo que não queria me machucar", contou, antes de lacrimejar um pouco ao lembrar da contusão. "Dependendo de onde acertasse, eu poderia estar de cadeira de rodas", completou.
Com informações da ANSA
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