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O próximo governador é quem vai definir o prazo de conclusão das obras dos acessos Norte (BR-406) e Sul (BR-304) ao aeroporto Aluízio Alves em São Gonçalo do Amarante, que estão paralisadas por falta de planejamento. 
Não há tempo hábil para que as obras que devem ser retomadas esta semana sejam concluídas até o final deste governo, dia 31 de dezembro, explicou Demétrio Torres.
Obras
As obras orçadas em R$ 72.198.549,57 estão paralisadas desde o dia 12 de agosto, mas já vinham sendo executadas com lentidão. Elas compõem a Via Metropolitana, que inclui os acessos ao aeroporto pela BR-406 (Ceará-Mirim), BR-304 (Macaíba) e RN-160 (São Gonçalo do Amarante).

No acesso Norte, 
as obras pararam com parte do asfalto concluído, mas falta ainda a duplicação da BR-406 a partir do bairro do Parque dos Coqueiros, na Zona Norte, até Ceará-Mirim, e finalização do aeroporto por esta via. Por enquanto, o tráfego neste sentido é feito por um desvio. Situação mais precária são as obras do acesso Sul que vai fazer a ligação entre Macaíba e o aeroporto pela BR-304. Foi feita apenas a terraplenagem, mas no trecho próximo a São Gonçalo o mato já está tomando conta e há erosão provocada pelas chuvas.

O viaduto da BR-406, 
uma das obras em atraso, deverá ser uma a primeira depois da retomada. As 24 vigas já estão prontas e o único trabalho será transportá-las do canteiro de obras e colocá-las sobre os pilares que já estão prontos. Depois, é só concretar a parte de cima do viaduto, explicou o diretor do DER. O acesso sul terá 4,3 km do anel da Via Metropolitana até o Rio Jundiaí em Macaíba. Segundo Torres, as fundações da ponte sobre o Rio Potengi já estão prontas.

Financiamentos
Demétrio Torres explicou que as obras têm duas fontes de financiamento, o PAC da Copa via Caixa Econômica Federal e Proinveste (Programa de Apoio ao Investimento dos Estados e Distrito Federal) do Banco do Brasil. Não há problema com a Caixa mas existem pendências do Governo do Estado com o Proinveste, comentou do diretor-geral do DER.
Segundo ele, falta o agente financeiro, o Banco do Brasil, aprovar a prestação de contas. Os recursos dessa fonte representam 12% (R$ 8,6 milhões) do total das obras de acesso. “É a menor parte do valor da obras”, alegou Torres.A paralisação das obras obras por mais de 60 dias, de acordo com o diretor-geral do DER, também é de responsabilidade da EIT Engenharia que como executora, não enviou toda documentação necessária à Caixa. O banco só liberada recursos com a documentação completa do Governo e da empreiteira.
Por isso, explicou, o Governo do Estado não pôde fazer o pagamento das faturas à EIT. Até a semana passada, explicou Torres, o DER já havia pago o correspondente a 88% das faturas e esta semana, ainda, as obras devem ser reiniciadas. Outro fator que contribuiu para a demorada na retomada era a usina de fabricação de asfalto que estava no canteiro de obras do aeroporto. Foi desmontada e deslocada para fabricar o asfalto dos acessos.
Foto: Argemiro Lima (Novo Jornal)
Fonte: Novo Jornal

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