Foto: The Associated Press
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, celebra neste sábado, 07, o 50º aniversário da marcha de Selma, movimento civil onde negros, liderados por Martin Luther King, e brancos se enfrentaram a partir da cidade de Selma, Alabama, no coração racista do Sul dos Estados Unidos no dia 7 de Março de 1965.
“O trabalho ainda não terminou”, disse Obama celebrando a marcha que provocou uma virada na história dos Estados Unidos ao garantir o direito de voto aos afro-americanos dos Estados do Sul do país.
Barack Obama tinha três anos no dia do Domingo Sangrento, em Selma. Soube dos terríveis acontecimentos pela sua mãe, quando tinha “seis, sete, oito anos”. “Ela dava-me livros para crianças sobre os direitos cívicos e punha discos da Mahalia Jackson (cantora que foi próxima de Martin Luther King)”, recordou o Presidente na véspera da celebração.
Esta pequena cidade de 20 mil habitantes (80% negros) preparou-se a rigor para uma fim-de-semana de celebrações que vai contar também com a presença do ex-presidente George W. Bush e mais de uma centena de congressistas.

