Se correr o bicho pega. Se ficar o bicho come!
A construção de um presídio no município de Ceará-Mirim está gerando polemica. O projeto está aprovado. Os recursos de R$ 17,8 milhões alocados e o estado precisando alojar os presidiários. O novo presídio vai criar 600 novas vagas para o sistema prisional.
Entretanto, há várias pedras no meio do caminho.
A população diz que não quer, mas o governo tem urgência na construção da obra. Visando buscar solução os deputados entraram na discussão.
"A construção em Ceará-Mirim seria um erro para o estado. Tem que ser construído em região inóspita, e não em área com potencial turístico e com terreno arenoso. os cidadãos de Ceará-Mirim não querem, não precisam e não merecem esse presente de grego", disse Gustavo Fernandes, sugerindo que se leve em consideração a proposta de construir a unidade prisional na fronteira do estado, viabilizando uma gestão compartilhada com outra unidade da federação.
Também participando do debate, o presidente da Assembleia Legislativa, Ezequiel Ferreira (PMDB) defendeu que governo, deputados, prefeitos e sociedade civil ampliem o debate para que o déficit de vagas seja amenizado.
"São 3.800 vagas que o estado precisa criar urgentemente e temos que analisar como isso será viabilizado"!, argumentou.
O secretário de Justiça e Cidadania, Edílson França, explicou que o prazo para o início das obras é o fim de junho e que não há tempo hábil para a viabilização de outro destino para o presídio.
