O escândalo que atingiu a FIFA, com prisões e investigações que têm o seu epicentro nos Estados Unidos, abalou os alicerces do futebol mundial e direcionou a mira acusatória para o presidente Joseph Sepp Blatter.
Líderes mundiais, desportistas e ex-atletas já pediram a renúncia do presidente que insiste em dizer não.
Michel Platini que dirige UEFA, a federação de times europeus, disse que Blatter deveria demitir-se para o bem do futebol.
Diego Maradona, sem meias palavras, chamou Blatter de "ladrão" pelo twitter.
O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, pediu nesta quinta-feira que o suíço renunciasse.
Defesa e defensores
Durante o 67 Congresso da Fifa, em Zurique, Blatter se defendeu: "Eu não posso e não podemos controlar todos em todos os momentos. Vamos cooperar com as autoridades para garantir que todos os envolvidos, de cima para baixo, sejam descobertos e punidos. Não pode haver lugar para a corrupção na Fifa", disse ele.
Por outro lado, mesmo diante de tanto fogo cruzado, há quem saia em sua defesa, como se pronunciaram a Confederação Asiática de Futebol e o presidente russo Vladimir Putin.
"A investigação norte-americana na FIFA é uma clara tentativa de evitar a reeleição de Blatter", disse o líder do Kremlin. "Os executivos da Fifa presos são funcionários internacionais, não são cidadãos americanos. Se algo aconteceu, aconteceu não no território dos EUA", disse um indignado Putin.
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