sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Como o coronavírus se manifesta

imagem internet

Conforme o Protocolo apresentado pelo Estado, os sinais e sintomas mais comuns provocados pelo novo coronavírus são febre, tosse, dor na garganta, congestão nasal, dor de cabeça, mal-estar e dores musculares. Imunossuprimidos, idosos e crianças podem apresentar quadro atípico que pode evoluir para infecção do trato respiratório inferior e pneumonia grave.

O infectologista André Prudente explica que o coronavírus provoca uma doença que pode acometer qualquer sistema do corpo humano: nervoso, respiratório ou cardiovascular. Os casos respiratórios são mais comuns em relação aos casos agravados até agora, evoluindo com febre e outros sintomas. “Importante destacar que pelo menos os primeiros casos na China lembram casos de dengue, ou seja, quando a febre passa é que os sintomas pioram. Se não for tratado pode levar a óbito”, alerta.

O Protocolo do estado prevê internação se houver qualquer complicação. Os casos não complicados devem ser orientados a permanecerem em domicílio até que os sintomas passem. Os cuidados gerais são idênticos ao de qualquer doença de transmissão aérea: higienização das mãos e dos locais frequentemente tocados, evitar contato com pessoas que apresentem sintomas respiratórios e cobrir boca e nariz ao tossir. Os casos de síndrome da resposta inflamatória sistêmica (Sepse), choque séptico e síndrome da angústia respiratória aguda devem ser manejados em Unidades de Terapia Intensiva (UTI).

A experiência da China mostra que a grande maioria dos casos são leves, com aparecimento de febre, tosse e dor de cabeça. Nos casos graves, onde a letalidade está em torno de 3% (de cada 100, três estão indo a óbito), as pessoas precisam de cuidados intensivos, ventilação mecânica e suporte de UTI. “Neste estágio os pacientes devem ser mantidos em precaução de contato (isolamento) até que fiquem bem e deixem de transmitir. Deve-se evitar visitas e a equipe de saúde precisa estar equipada adequadamente”, esclarece André Prudente.

De acordo com o médico, nesse momento em que o vírus ainda não chegou aqui, a população precisa estar atenta e seguir as recomendações oficiais, indicadas na Nota Técnica e Protocolo divulgados pelo estado. Embora a preocupação em relação ao novo coronavírus seja importante, o Ministério da Saúde e profissionais da área pedem à população para não entrar em pânico e, principalmente, não se descuidar de outras doenças como a tuberculose e a dengue, por exemplo, que também são preocupantes.

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