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Avanços na medicina e na saúde reprodutiva têm possibilitado acompanhamentos seguros e eficazes

De acordo com dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS), a maternidade em mulheres mais velhas tem crescido nos últimos 20 anos, cerca de 16,5% de 2000 a 2020. Em contrapartida, a fecundidade em mulheres mais jovens reduziu para 57%, constatando que as gravidezes têm se tornado mais tardias. Os avanços na medicina e na saúde reprodutiva têm possibilitado um acompanhamento seguro e eficaz.

Em termos biológicos, a partir dos 40 anos, as chances de engravidar diminuem devido à redução da reserva de ovários associada ao avanço da idade dos óvulos, o que consequentemente aumenta a propensão do desenvolvimento de doenças genéticas. “Há maiores probabilidades de abortos, prematuridade, baixo peso ao nascer e alterações como a síndrome de Down”, ressalta a ginecologista e obstetra da Hapvida Notredame Intermédica, Yara Caldato.

Segundo a especialista, apesar dos desafios, é possível seguir com uma gravidez madura sem riscos caso a mulher faça o acompanhamento pré-natal corretamente e cuide da saúde.

“A base de tudo é o planejamento. Se a mulher tem planos de engravidar com uma idade mais avançada, é ideal que desde cedo ela comece a cuidar de sua saúde, alimentando-se bem, praticando exercícios físicos e fazendo avaliações periódicas prévias que irão detectar doenças como hipertensão e diabetes, comorbidades muito comuns a partir dos 40 anos, que se intensificam durante o período gestacional”, explica.

Ainda de acordo com a médica, o cuidado com a saúde mental cumpre papel fundamental antes, durante e após a gravidez. ”O estresse e a ansiedade diminuem a capacidade de reprodução, produzem mudanças no ciclo menstrual e aumentam o risco de partos prematuros. Uma rede de apoio e uma assistência de parto humanizada também fazem toda a diferença nesse período”, acrescenta Caldato

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