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Com o propósito de dar mais conforto e alimentação adequada aos pets, a Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, na manhã deste sábado (18), o “Voo do Melhor Amigo”.

Em uma força-tarefa, embarcaram para o estado gaúcho 20 toneladas de ração, além de itens essenciais, como caixas de transporte, camas e bebedouros.

A aeronave KC-390 Millennium decolou às 11h32 da Base Aérea de Brasília para a Base Aérea de Canoas levando os suprimentos para os animais que estão em abrigos.

Em todo o Rio Grande do Sul, calcula-se que cerca de 275 mil cães e gatos tenham sido impactados pela emergência. Até o momento, estima-se que foram resgatados mais de 12,2 mil animais.

O brigadeiro do ar Daniel Cavalcanti de Mendonça, chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, afirmou que as doações não param de chegar e que o envio dos donativos ao Rio Grande do Sul é constante. “Hoje é o voo alimentando o seu melhor amigo. Estamos levando de Brasília 20 toneladas de alimentos para os animais que também precisam”, disse.



QUESTIONÁRIO — O Ministério do Meio Ambiente (MMA) disponibilizou um questionário sobre as demandas relacionadas aos animais nos municípios afetados pelas chuvas. Até o momento, 132 municípios responderam ao questionário. Nessas regiões, foram registrados um total de 12.380 cães e 2.214 gatos desabrigados, acolhidos em locais temporários.
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As principais necessidades identificadas incluem o fornecimento de ração, vermífugos, antiparasitários para pulgas e carrapatos, caixas transportadoras, guias, coleiras, vacinas (como a puppy ou V10), medicamentos, microchips, além de materiais de higiene e limpeza. 

O Ministério da Defesa, o Ministério do Meio Ambiente, o Ibama, o ICMBio, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, a Defesa Civil, o Corpo de Bombeiros e grupos voluntários de resgate continuam o trabalho de resgate aos animais.


DOAÇÕES — Com grande quantidade de água recebida por doações, o brigadeiro explicou que o foco da organização e das doações mudou, devido à necessidade de itens de higiene pessoal e alimentos não perecíveis. “A gente tem visto também a necessidade da parte de higiene pessoal. A gente pediu para que mudasse o foco, tirasse um pouco o foco da água e trouxesse mais para essa parte de higiene pessoal que está precisando bastante e alimentos não-perecíveis que as pessoas sempre precisam”, afirmou.


LOGÍSTICA – As doações são recebidas no centro de processamento, no hangar de distribuição, na Base Aérea de Brasília. O chefe do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica conta que itens de maior necessidade são levados no modal aéreo, que é o mais rápido, em voo de duas horas, mas que existem outras maneiras de as cargas chegarem ao estado: através do modal rodoviário, em três dias, e do multimodal, que une os meios rodoviário, ferroviário e marítimo.
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Através do multimodal, saem cerca de seis contêineres por dia em direção ao Rio Grande do Sul, em uma parceria com o Ministério dos Portos e Aeroportos.
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“Aquilo que se necessita mais rápido: duas horas. Aquilo que nós podemos planejar: três dias. No rodoviário e o multimodal em sete dias. Então é um planejamento contínuo, numa mobilização que não vai cessar, no sentido de organizar para que isso chegue rapidamente. A força aérea vai sim, diuturnamente, não somente receber, mas também processar tudo e levar aos nossos irmãos”, explicou.


VOLUNTARIADO – Os aviões da FAB também transportam os voluntários para atuar diretamente no estado. Um desses voluntários, a médica veterinária Patrícia Silva, moradora do Distrito Federal, embarca neste domingo para auxiliar no cuidado aos animais. “Eu me candidatei para ir ajudar os colegas, que estão em grande quantidade, mas a dimensão da necessidade que tem lá demanda que a gente vá. Não tem como ficar com o coração tranquilo aqui vendo os colegas lá já esgotados. A gente está indo para dar apoio e ficar o tempo que for preciso”, contou Patrícia.

Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República  ‎

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