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A Direita brasileira começa a costurar seus nomes para a disputa presidencial de 2026 que se avizinha. Aliados do ex-presidente Bolsonaro veem o leque de opções começar a afunilar entre Flávio Bolsonaro (PL), Eduardo Bolsonaro (PL) e o atual governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Rep). Com menores chances, os governadores do Paraná, Ratinho Jr (PSD), e de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil).

Sem falar no ex-presidente Bolsonaro, que ainda mantém o discurso de que será candidato, apesar da tornozeleira eletrônica e a breve ameaça de prisão. 

Para o Centrão, o nome do governador paulista é o que reúne mais condições. Mas, hoje, não é tarefa fácil para ninguém reunir todo apoio da Direita, incluindo conservadores, evangélicos, bancada do Agro, etc... em torno de um só nome.

Apesar de estar bem colocado, as critícas a Tarcísio surgem a partir do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. Eduardo alfineta o governador contra suas posições de dialogar com empresários americanos tentando reverter o tarifaço de 50% imposto às exportações brasileiras pelo governo americano. Para Eduardo, o tarifaço tem conexão direta com a anistia a seu pai. Que ninguém se meta a estragar esse caminho. 

Contrário ao que pensa o irmão, Flávio Bolsonaro tem elogiado o governador paulista chamando-o de "fantástico e preparadíssimo", mas também acredita na candidatura do pai e a opção por Tarcíso não é cogitada no momento. 

Ainda assim, das opções apresentadas, Tarcisio é o nome que está em situação mais vantajosa. Confortável na cadeira de governador, pode se reeleger com facilidade por mais quatro anos. O cavalo selado da presidência só lhe caberia se "porteira fechada", ou seja, com total aval do bolsonarismo e da Direita brasileira como um todo. Só assim, Tarcísio aceitaria um confronto direto com o presidente Lula, que já fala em tentar a reeleição ano que vem como principal nome da Esquerda. 

Para o campo mais radical da Direita, o bolsonarismo raiz, Eduardo Bolsonaro agrada, mas só a eles. Suas posições mais radicais tem deixado de orelha em pé o perfil mais conservador da Faria Lima. 

Muita água ainda vai rolar pela ponte. Até daqui mais de um ano, as cartas na mesa poderão ser outras. 

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