foto- Ismin Alves
Equipes dos Laboratórios de Arqueologia do Museu Câmara Cascudo (MCC) e dos Departamentos de História de Natal e Caicó deram início, na última quarta-feira (10), às escavações nas Ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo e nos arredores da Lagoa de Extremoz. Este trabalho faz parte do projeto "Estudo das Ocupações Humanas Multicomponenciais no Entorno da Lagoa de Extremoz e no Sítio Arqueológico da Missão Guajiru", coordenado pelos professores Abrahão Sanderson Nunes Fernandes da Silva, Roberto Airon Silva e pela arqueóloga Hozana Danize Lopes de Souza.
A escavação busca evidências da ocupação humana na região e só pôde ser iniciada após a autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Os pesquisadores estão em busca de fragmentos de potes de barro, peças de louças e até de ruínas e alicerces de antigas construções. Além das escavações, o projeto prevê também levantamentos documentais e análises laboratoriais, que ajudarão a reconstruir o contexto histórico da ocupação humana na área.
Os trabalhos de campo estão previstos para durar cerca de dois anos, com possibilidade de alterações no cronograma devido a fatores climáticos, como chuvas e inundações, comuns na região. Durante o processo, serão realizadas atividades de educação patrimonial com as escolas e comunidades locais, buscando envolver a população e promover o entendimento sobre a importância histórica do local.
Envolvimento da Comunidade Local
Em agosto, as equipes do projeto visitaram a comunidade local para apresentar o estudo e iniciar um diálogo sobre as memórias e trajetórias antigas que podem contribuir para a compreensão histórica da região. Durante essa visita, também foi realizado um mapeamento preliminar e o registro fotográfico das ruínas e dos contextos arqueológicos visíveis, incluindo a estrutura da antiga Igreja de São Miguel Arcanjo.
A atividade contou com a participação ativa dos moradores, que compartilharam relatos e informações sobre locais de interesse histórico. A coordenação do projeto destacou a importância da colaboração da comunidade ao longo de toda a pesquisa, seja como guias, informantes ou parceiros nas ações educativas. Os resultados da escavação serão compartilhados com a população por meio do MCC, garantindo que os achados históricos sejam acessíveis a todos.
