Conhecidos mundialmente como pragas domésticas indesejáveis e responsáveis por noites mal dormidas, os percevejos agora podem ganhar um papel inesperado: o de aliados na investigação de crimes. Cientistas malaios descobriram que esses pequenos insetos hematófagos possuem um potencial surpreendente no campo da perícia.
A pesquisa revelou que os percevejos são capazes de reter DNA humano por longos períodos após se alimentarem de sangue. Isso significa que, encontrados em ambientes de possíveis crimes, eles podem servir como uma espécie de “detetive natural”, armazenando material genético que pode ajudar a identificar vítimas ou suspeitos.
A descoberta abre uma nova fronteira na ciência forense, especialmente em locais onde há escassez de vestígios tradicionais ou onde o crime ocorreu há mais tempo. O estudo também reforça a importância de olhar para a natureza como fonte de soluções inovadoras — ainda que, neste caso, venha de um dos insetos mais rejeitados pelos moradores de qualquer casa.
Os cientistas agora avançam na avaliação prática da técnica, explorando maneiras seguras e eficazes de coletar e analisar o DNA retido pelos percevejos.
