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As negociações da COP30, em Belém, seguem emperradas e já ultrapassaram o prazo oficial de encerramento. As conversas avançaram pela madrugada e empurraram as decisões finais para este sábado, o 13º dia da conferência. O maior ponto de conflito é a inclusão — ou não — da eliminação dos combustíveis fósseis no texto final. O rascunho divulgado pela presidência brasileira, que não menciona petróleo, gás ou carvão, provocou forte reação da União Europeia, que ameaça rejeitar um acordo considerado insuficiente.

De outro lado, países produtores de petróleo resistem a compromissos que possam comprometer seus setores energéticos. O financiamento climático também trava o consenso: nações em desenvolvimento cobram mais recursos das economias ricas para adaptação e mitigação.

A COP30 ainda registra um número recorde de lobistas ligados ao setor fóssil, o que tem alimentado críticas sobre influência corporativa nas negociações. Apesar dos impasses, diplomatas continuam trabalhando na tentativa de costurar um texto final capaz de sinalizar avanços na transição energética e na resposta global à crise climática.

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