Os Correios aprovaram um amplo plano de reestruturação para tentar reverter a crise financeira que a estatal enfrenta desde 2022. Entre as medidas, está o pedido de um empréstimo de R$ 20 bilhões, operação que deve contar com garantia do Tesouro Nacional para reforçar o caixa da empresa e permitir sua reorganização operacional.
As ações agora validadas pelos conselhos da estatal já haviam sido adiantadas pelo presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, no início de outubro, durante reuniões internas e declarações públicas sobre a necessidade de ajustes profundos.
O plano inclui fechamento ou reorganização de agências deficitárias, venda de imóveis ociosos, mudanças no custeio do plano de saúde dos funcionários e a implementação de um novo Programa de Demissão Voluntária (PDV), que pode alcançar até 10 mil empregados.
O pacote de medidas será monitorado por órgãos de controle, como o TCU, e marca mais um movimento da estatal na tentativa de estancar prejuízos acumulados e redesenhar sua atuação para os próximos anos.
