A retirada do nome do ministro Alexandre de Moraes da lista de sanções da Lei Global Magnitsky, confirmada pelo governo dos Estados Unidos, teve forte impacto político no Brasil — mas afetou diretamente um personagem específico: o deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ). Condenado por envolvimento na trama golpista, Ramagem fugiu para os Estados Unidos para evitar a prisão.
Nos últimos meses, o parlamentar vinha explorando politicamente a inclusão de Moraes na lista Magnitsky, chegando a desafiar publicamente o ministro e a questionar a possibilidade de um pedido de extradição, sustentando a narrativa de perseguição política internacional.
Com a retirada do nome de Moraes da lista, esse argumento perde força. Livre de qualquer sanção internacional, o ministro — responsável pelo processo que condenou Ramagem — não enfrenta mais qualquer impedimento político-diplomático para solicitar a extradição. E foi exatamente isso que ocorreu: nesta segunda-feira, dia 15, Alexandre de Moraes assinou o pedido de extradição do deputado.
A partir de agora, a extradição de Ramagem depende exclusivamente da cooperação formal entre Brasil e Estados Unidos, tramitando pelos canais jurídicos previstos em tratados internacionais, sem a chamada “variável Magnitsky”, que até então alimentava o debate político e diplomático em torno do caso.
