A pré-candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência, embora anunciada com entusiasmo e respaldada publicamente pelo pai, Jair Bolsonaro, ainda não é tratada como uma decisão fechada dentro do próprio partido, o PL. Aliados avaliam que o movimento tem peso simbólico, mas apresenta riscos significativos.
Um dos principais fatores de cautela é que, ao disputar a Presidência, Flávio abre mão da possibilidade de reeleição ao Senado, onde teria chances reais de manter seu mandato. E o cálculo é simples: caso não vença a eleição presidencial, o senador ficará sem qualquer cargo eletivo, tornando-se também mais vulnerável a ações judiciais, já que perderia as proteções e o escudo político que o mandato legislativo oferece.
Diante desse cenário, a sigla ainda avalia se a pré-candidatura deve ser mantida como prioridade ou se funcionará apenas como movimento tático enquanto o tabuleiro eleitoral de 2026 se reorganiza.
