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A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal condenou os irmãos Chiquinho Brazão e Domingos Brazão a 76 anos e 3 meses de prisão como mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime ocorrido em 2018. A decisão foi unânime.

As famílias das vítimas acompanharam o julgamento. A ministra Anielle Franco, irmã de Marielle, afirmou que a condenação representa “um grande passo” na busca por Justiça. Já Marinete Silva, mãe da vereadora, declarou sentir alívio após a decisão: “Saímos aqui de cabeça erguida”.

Também foram condenados Ronald Pereira, Robson Calixto e Rivaldo Barbosa.

'Quantas Marielles ainda serão mortas?', questiona Cármen Lúcia em julgamento da Primeira Turma

Em seu voto no julgamento do caso Marielle, nesta quarta-feira (25), a ministra Cármen Lúcia fez um discurso contundente ao refletir sobre a violência política no país.

Ao mencionar o assassinato da vereadora Marielle Franco, do Psol, a ministra questionou quantas outras vítimas ainda precisarão perder a vida até que a Justiça seja plenamente afirmada no Brasil.

“Eu me pergunto, senhoras e senhores, quantas ‘Marielles’ o Brasil permitirá sejam assassinadas até que se ressuscite a ideia de Justiça nesta pátria de tantas indignidades”, afirmou.

Ela também citou o motorista Anderson Gomes ao ampliar a reflexão sobre o impacto das mortes. “Quantos Anderson nós ainda vamos ver chorar? Quantos vão ficar órfãos para que o Brasil resolva que isso não pode continuar e que esse Estado de Direito não é retórica?”, completou.

Cármen Lúcia declarou ainda que o julgamento tem sido particularmente doloroso para ela.
Com informações do G1

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