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 foto:Médicos Sem Fronteiras

 Após dois anos de 'guerra ignorada', Sudão enfrenta maior crise humanitária  do mundo e paga preço por inação internacional

Mulheres e meninas em Darfur, no Sudão, exigem proteção, atendimento médico e justiça à medida que a violência sexual persiste em toda a região, tanto em áreas de conflito ativo quanto muito além da linha de frente dos combates, segundo um novo relatório divulgado hoje por Médicos Sem Fronteiras (MSF).

O relatório divulgado por Médicos Sem Fronteiras sobre a violência em Darfur escancara uma realidade que vai muito além dos números: o sofrimento das mulheres pelo mundo segue sendo contínuo, cruel e, muitas vezes, invisível.

Os dados mostram que a violência sexual deixou de ser consequência da guerra para se tornar estratégia presente nas estradas, nos campos, nos acampamentos e até nas rotinas mais simples. Mulheres e meninas vivem sob ameaça constante, dentro e fora das zonas de conflito, carregando no corpo e na memória as marcas de uma violência que não dá trégua.

Diante desse cenário, a pergunta que ecoa é inevitável: quando será possível viver, e até dormir, em paz?

Enquanto a resposta não vem, o que se vê é um ciclo que se repete em diferentes partes do mundo, sustentado pela impunidade, pela desigualdade e pelo silêncio. Dar visibilidade a essas histórias é, hoje, uma das poucas formas de resistência. Porque ignorar nunca foi, e nunca será,  uma opção. 

MSF pede a todas as partes envolvidas no conflito — incluindo as RSF e seus aliados — a interromper e prevenir a violência sexual e responsabilizar os perpetradores. A organização também solicita às Nações Unidas, aos doadores e aos atores humanitários que ampliem urgentemente os serviços de saúde e proteção em Darfur e em todo o Sudão.

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