Denúncias de consumidores levaram o Procon RN a fiscalizar postos de combustíveis em Natal — e o que apareceu nas bombas confirma o que muita gente já desconfiava: aumentos bem acima do que os postos realmente pagaram pelo combustível.
Enquanto o noticiário internacional fala em possíveis impactos da guerra no mercado de petróleo, alguns empresários locais resolveram se antecipar — e faturar, repassando aumentos que simplesmente não existiam no custo de compra.
A análise das notas fiscais mostrou reajustes muito superiores aos valores pagos às distribuidoras. Em um dos casos, a margem de lucro bruto no etanol chegou a 86%. Não é reajuste: é oportunismo descarado.
Todos os postos fiscalizados foram autuados e poderão sofrer multas administrativas, com prazo de 20 dias para defesa. A prática viola o artigo 36 da Lei nº 12.529/2011, que proíbe o aumento arbitrário de lucros.
Enquanto isso, o consumidor segue pagando a conta — e a velha máxima se confirma: crise para alguns, lucro rápido para outros.

