Na terça-feira (14), a cerimônia de posse do novo ministro da Articulação Política, José Guimarães, reuniu nomes de peso da política nacional, como o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e o presidente da Câmara, Hugo Motta, além de outras personalidades. Isso foi interpretado como sinal de prestígio do governo e de ampliação do diálogo com o Legislativo.
No campo trabalhista, ganhou destaque o projeto que propõe o fim da escala 6x1. A iniciativa prevê jornada máxima de 40 horas semanais e limite de 8 horas diárias, representando uma possível mudança relevante nas regras de trabalho. Apesar da sensibilidade do tema, especialmente entre setores empresariais, o governo conseguiu manter o debate sob controle, preservando margem para negociação.
Outro ponto central foi a condução da CPMI do crime organizado. A base governista atuou para bloquear a aprovação de um relatório que poderia atingir ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), em um movimento interpretado como tentativa de evitar tensão institucional e preservar o diálogo entre os poderes. Na semana anterior, o relatório da CPMI do INSS também foi barrado, em meio a articulações que envolveram interlocução com integrantes da Suprema Corte.
Além disso, é tida como certa nos bastidores a possível aprovação do nome de Jorge Messias para o STF. A hipótese é vista como parte das articulações em torno de espaços estratégicos no sistema político e jurídico.
No conjunto, os acontecimentos da semana apontam para uma atuação coordenada do governo, com foco na ampliação da base de apoio, na redução de conflitos institucionais e no avanço de pautas consideradas prioritárias.
