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Com investimento estimado em R$ 12 bilhões, o projeto Morro Pintado, previsto para o município de Areia Branca, surge como um dos maiores empreendimentos ligados à produção de hidrogênio verde e amônia no Rio Grande do Norte. Embora já conte com licença prévia ambiental, o início efetivo das operações ainda deve percorrer um caminho longo e técnico. 

Para o presidente da Fiern, Roberto Serquiz, “a transição energética mundial passa pelo Rio Grande do Norte e essa licença é um marco, um avanço decisivo na produção do hidrogênio verde e amônia no nosso estado”.

Na prática, projetos dessa magnitude seguem etapas bem definidas. Após a licença prévia, vem a obtenção da licença de instalação, que autoriza o início das obras. Essa fase depende de estudos mais detalhados, ajustes de engenharia e garantias ambientais.

Superada essa etapa, começa a fase de construção, que envolve infraestrutura energética, plantas industriais e sistemas logísticos,  um processo que pode levar de dois a quatro anos, considerando a complexidade do projeto.

Em paralelo, entram fatores decisivos como captação de investimentos, contratos internacionais e definição de mercado consumidor, especialmente relevante no caso do hidrogênio verde, cuja cadeia ainda está em consolidação global.

Somando essas etapas, uma estimativa de mercado indica que o projeto pode levar entre 3 e 6 anos para sair do estágio atual e alcançar operação plena. Ou seja, o impacto concreto, em empregos, renda e produção ,  tende a se materializar dentro desse intervalo.

Embora ainda sem cronograma oficial detalhado, o Morro Pintado já se posiciona como aposta estratégica dentro da transição energética, colocando o Rio Grande do Norte no radar de grandes investimentos globais. O desafio, agora, é transformar potencial em realidade dentro de um cenário que exige planejamento, articulação e tempo.

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