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Não é apenas uma questão estética. Em Natal, terrenos e prédios abandonados estão se tornando vetores silenciosos de doença.

No período chuvoso, o problema ganha outra dimensão. O que poderia ser apenas descuido urbano se transforma em risco concreto com água parada, proliferação do mosquito da dengue, aumento de roedores e a presença cada vez mais comum de escorpiões em áreas residenciais.

Os números já mostram o reflexo disso. Bairros como Pajuçara concentram casos de arboviroses, evidenciando uma conexão direta entre abandono, desigualdade urbana e saúde pública.

A fiscalização existe, as multas também. Mas o problema persiste e revela algo maior. A dificuldade de fazer cumprir o básico em uma cidade que ainda convive com vazios urbanos negligenciados.

Cuidar de um terreno não é apenas uma exigência legal. É um ato de responsabilidade com o outro. Porque, nesse caso, o descaso ultrapassa muros e adoece a cidade inteira.

Cidade Sem Filtro
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