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O Rio Grande do Norte dá mais um passo à frente na corrida global por energia limpa e consolida seu papel de liderança ao lançar o Atlas de Hidrogênio Verde. Trata-se de um documento estratégico que posiciona o estado entre os territórios mais promissores do mundo para a produção desse combustível do futuro.

Desenvolvido em parceria com o SENAI e o Instituto SENAI de Inovação em Energias Renováveis, o atlas traduz, com precisão técnica, aquilo que o estado já demonstrava na prática: um potencial singular para produzir energia limpa em escala industrial, com eficiência e sustentabilidade.

Com uma matriz elétrica composta por 98% de fontes renováveis,  a mais verde do Brasil,  o RN não apenas acompanha a transição energética global, mas a antecipa. O lançamento do atlas se soma a iniciativas anteriores, como os mapeamentos eólico e solar, e fortalece uma estratégia contínua que vem transformando o estado em referência internacional.

Esse protagonismo ganhou ainda mais robustez com a criação do Marco Regulatório do Hidrogênio e da Indústria Verde, sancionado em 2025, que trouxe segurança jurídica e abriu caminho para novos investimentos. Um exemplo concreto desse avanço é a primeira licença ambiental concedida pelo IDEMA para 
empresa Brazil Green Energy para instalação de uma planta de hidrogênio verde e amônia verde, com capacidade de 500 MW e produção estimada de 80 mil toneladas por ano.


"Estamos deixando para as gerações presentes e futuras um marco legal, adequado, potente, que vai servir para orientar o desenvolvimento do Rio Grande do Norte, levando em consideração o potencial que o Rio Grande do Norte tem nessa área”, comemora Fátima Bezerra

Mais do que apontar áreas ideais para implantação de projetos, o atlas reduz incertezas, orienta decisões e impulsiona a formação de novas cadeias produtivas. Ele também dialoga com projetos estruturantes, como o Porto-Indústria Verde, concebido para transformar o estado em hub logístico e exportador de hidrogênio e seus derivados.

Os estudos revelam a dimensão desse potencial, mesmo utilizando apenas 20% das áreas aptas, o RN pode produzir mais de 20 milhões de toneladas anuais,  volume que supera, com folga, a demanda projetada até 2040. E tudo isso com soluções sustentáveis para o uso da água, priorizando reúso e dessalinização.

Mais do que um diagnóstico, o Atlas de Hidrogênio Verde representa um marco estratégico. Um ponto de partida para uma nova economia, baseada em inovação, sustentabilidade e desenvolvimento regional.


“É muito importante dizer que esse atlas não é um ponto de chegada, é um ponto de partida. O Rio Grande do Norte tem potencial, naturalmente, para uma das maiores riquezas estratégicas do mundo contemporâneo. Todos esses trabalhos e as diversas iniciativas nasceram exatamente porque se enxergava esse potencial. E esse potencial precisava ser tecnicamente amparado para seu desenvolvimento sustentável”, esclarece Roberto Serquiz, presidente da FIERN.

O Rio Grande do Norte, mais uma vez, não espera o futuro, ele se antecipa a ele.

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