O Teatro Alberto Maranhão foi cenário, na noite desta quinta-feira (9), de uma celebração que evidenciou a crescente afinidade entre o Rio Grande do Norte e a China. Com a presença da governadora Fátima Bezerra, o concerto da Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China simbolizou mais do que um encontro musical, foi a reafirmação de uma parceria construída com base no diálogo, na cooperação e no intercâmbio cultural.
A apresentação, organizada pelo Consulado-Geral da China em Recife com apoio do Governo do Estado, integrou a programação do Ano Cultural Brasil-China 2026, iniciativa que amplia conexões entre os dois países e encontra no RN um terreno fértil para essa aproximação.
Durante o evento, a governadora destacou o papel estratégico dessa relação para o estado. Segundo ela, o Rio Grande do Norte vem consolidando, desde 2019, um vínculo consistente com a China, que ultrapassa a cultura e avança também nas áreas educacional, turística e institucional. “Esse encontro traduz a força de duas culturas milenares que se reconhecem e se conectam por meio da arte, do respeito e da troca de experiências”, afirmou.
O cônsul-geral da China em Recife, Lan Haping, reforçou que a música funciona como ponte entre os povos, capaz de superar barreiras linguísticas e geográficas. Ele destacou ainda que o projeto do Ano Cultural amplia oportunidades de intercâmbio e fortalece a presença chinesa em regiões estratégicas como o Nordeste brasileiro.
O concerto, gratuito e aberto ao público, reuniu músicos da principal orquestra sinfônica chinesa, sob regência da maestrina Jing Huan, com participação do violinista Yao Liang. O repertório trouxe obras da música clássica ocidental, evidenciando a integração entre tradições culturais distintas.
A Camerata da Orquestra Sinfônica Nacional da China é reconhecida internacionalmente por sua excelência artística e por sua atuação em eventos de alto nível, incluindo apresentações para chefes de Estado. Sua passagem pelo RN reforça o protagonismo do estado como ponto de conexão cultural entre o Brasil e a China.
Mais do que um concerto, a noite no Teatro Alberto Maranhão consolidou o Rio Grande do Norte como um elo ativo nessa relação bilateral, onde cultura, diplomacia e desenvolvimento caminham lado a lado.
