Nos horários de pico, avenidas como Prudente de Morais, Salgado Filho, Lima e Silva e Romualdo Galvão praticamente travam. A lentidão se repete em dias comuns e se agrava ainda mais quando há eventos na Arena, revelando a total incapacidade de planejamento urbano e mobilidade por parte da Prefeitura e dos órgãos de trânsito.
A população assiste diariamente a um cenário de improviso: semáforos descoordenados, agentes ausentes, falta de rotas alternativas eficientes e obras que não acompanham o crescimento da demanda. Enquanto isso, motoristas perdem tempo, combustível e paciência em congestionamentos que parecem não ter fim.
O mais grave é perceber que o problema não é novo. Há anos especialistas, moradores e usuários alertam para a necessidade de intervenções estruturantes na região. Porém, o que se vê é uma sucessão de medidas paliativas e discursos repetidos, sem qualquer resultado concreto capaz de melhorar a fluidez do trânsito.
A sensação é de abandono e inoperância. Falta planejamento, gestão e, sobretudo, vontade política para enfrentar um problema que impacta diretamente a qualidade de vida da população de Natal. O trânsito no entorno da Arena das Dunas deixou de ser apenas um transtorno: tornou-se símbolo da incapacidade administrativa de resolver demandas básicas da cidade.
