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O Rio Grande do Norte começou a estruturar uma nova agenda de desenvolvimento econômico baseada em sustentabilidade, inclusão social e aproveitamento das potencialidades regionais. O passo mais recente foi a entrega do Plano Estratégico de Crescimento Verde à governadora Fátima Bezerra, documento elaborado pela Fundação IDH em parceria com o Sebrae-RN.

A proposta reúne diretrizes para orientar políticas públicas e investimentos privados em setores considerados estratégicos para o estado, como energia renovável, agricultura familiar, fruticultura irrigada, pesca, carcinicultura, pecuária e indústria têxtil sustentável.

O plano foi construído a partir de oficinas, consultas e reuniões com representantes do setor produtivo, universidades, organizações sociais e gestores públicos das diferentes regiões potiguares.

Segundo o governo estadual, o objetivo é integrar desenvolvimento econômico com conservação ambiental e geração de oportunidades para populações do interior.

Entre os principais eixos da proposta está a chamada transição energética. O Rio Grande do Norte já ocupa posição de destaque nacional na geração de energia eólica e avança em projetos ligados à energia solar e ao hidrogênio verde. A expectativa é transformar esse protagonismo em desenvolvimento regional, com geração de empregos e qualificação profissional.

O documento também aposta no fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis. A fruticultura irrigada, por exemplo, aparece como uma das principais vocações econômicas do estado. Atualmente, o RN responde por cerca de 70% da produção nacional de melão.

Outra frente prevista é o incentivo ao algodão agroecológico e à moda sustentável, conectando agricultura familiar e novos mercados consumidores. O plano também prevê fortalecimento da pesca, carcinicultura, caprinocultura e produção de queijos artesanais premium.

Para especialistas envolvidos na elaboração do estudo, o desafio agora será transformar as diretrizes em ações permanentes de Estado.

A avaliação é de que o RN possui vantagens competitivas importantes para se consolidar como referência nacional em economia verde, especialmente diante do crescimento global dos investimentos ligados à sustentabilidade e à eficiência climática.

O plano também propõe mecanismos de governança e financiamento voltados para conectar poder público, setor privado, universidades e sociedade civil em torno de projetos de longo prazo.

A expectativa é que a agenda sirva como base para futuras decisões administrativas e econômicas do estado, criando um ambiente mais favorável para investimentos e para o desenvolvimento sustentável das regiões potiguares.

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