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Segurança Transformada


Os familiares de dez potiguares mortos durante a ditadura militar brasileira receberão, na próxima segunda-feira (15), as certidões de óbito retificadas de seus entes queridos, em cerimônia que será realizada no auditório da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), em Natal. Os novos documentos passam a reconhecer oficialmente que essas mortes ocorreram em decorrência de ações violentas praticadas pelo Estado brasileiro durante o regime autoritário.

A VII Solenidade de Entrega de Certidões de Óbito Retificadas das Vítimas da Ditadura Militar contempla os familiares de Anatália Alves, Edson Alves, Emmanuel Bezerra, Hiram Pereira, José Silton, Luiz Gonzaga, Luiz Maranhão, Sebastião Gomes, Virgílio Gomes e Zoé Brito.

A iniciativa é promovida pela Comissão Especial sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), cujo trabalho tem sido fundamental para o resgate da verdade histórica, a preservação da memória e a reparação às famílias das vítimas da repressão política. A correção das certidões representa o reconhecimento oficial da responsabilidade do Estado pelas violações de direitos humanos cometidas durante o período da ditadura.

Integrante da comissão e representante da Câmara dos Deputados, a deputada federal Natália Bonavides destacou o significado do momento. “Mais do que a entrega de documentos, esta solenidade simboliza o compromisso permanente com a democracia, a memória, a justiça e a reparação. É um gesto de reconhecimento às famílias que carregaram por décadas a dor da perda e da invisibilização. Honrar a trajetória dos potiguares e das potiguares vítimas da ditadura é um dever coletivo e uma responsabilidade da qual não abriremos mão”, afirmou.

O evento reforça a importância de manter viva a memória daqueles que resistiram ao regime militar e de assegurar que as violações cometidas pelo Estado jamais sejam esquecidas ou repetidas.

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