De acordo com dados da JATO Dynamics compilados pela Reuters, a Geely — controladora de marcas como Volvo, Polestar, Lynk & Co e Zeekr — tornou-se a maior montadora chinesa na Europa, respondendo por 2,5% de todos os emplacamentos de veículos no continente entre janeiro e abril deste ano.
O avanço não se limita à Geely. Dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA) mostram que a BYD, atualmente a maior fabricante de veículos elétricos do mundo, respondeu por 2,2% dos emplacamentos de veículos na União Europeia, Reino Unido e países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA) no mesmo período. Já a Chery alcançou cerca de 2% de participação, impulsionada pelas marcas Omoda e Jaecoo.
Além das vendas, as montadoras chinesas estão acelerando investimentos industriais no continente. Durante o salão automotivo IAA Mobility, em Munique, a vice-presidente executiva da BYD, Stella Li, afirmou à Reuters que a empresa pretende produzir localmente, até 2028, todos os veículos elétricos destinados ao mercado europeu. A estratégia busca ampliar a competitividade da marca, reduzir custos logísticos e minimizar os impactos das tarifas impostas pela União Europeia sobre veículos importados da China.
O movimento reforça uma tendência global: as fabricantes chinesas estão ganhando espaço não apenas em mercados emergentes, como o brasileiro, mas também em regiões tradicionalmente dominadas por montadoras europeias, japonesas e americanas. Mais do que exportar veículos, grupos como Geely, BYD e Chery avançam com planos de produção local e consolidação de suas operações, sinalizando uma transformação estrutural no mercado automotivo global.
