O Rio Grande do Norte está fortalecendo seu ecossistema de agtechs — startups que desenvolvem soluções tecnológicas para o agronegócio — com foco em aumentar a produtividade, reduzir custos e promover a sustentabilidade.
Um diagnóstico estadual inédito, coordenado pelo Comitê Gestor Estadual para Inovação Agropecuária (CGEIA-RN), em parceria com o Ministério da Agricultura, está sendo finalizado e servirá de base para políticas públicas e investimentos no setor.
Atualmente, o estado conta com 605 startups, das quais 6,28% atuam no agronegócio. Após uma queda nos últimos anos, o número de agtechs voltou a crescer, chegando a nove empresas mapeadas em 2025.
Entre os destaques estão: DNA GTx, que investe em inteligência artificial para agricultura de precisão e monitoramento de solo; AGROCLUSTER CO, voltada à rastreabilidade e logística internacional com uso de IoT, blockchain e IA;Proseed, que desenvolve softwares para análise de sementes, mudas e solo;Nortronic, especializada em monitoramento remoto e telemetria; MicroCiclo Biotecnologia, que cria soluções biotecnológicas para tratamento de resíduos e sustentabilidade.
O crescimento das agtechs é impulsionado por instituições como o Metrópole Parque, a incubadora IAGRAM, o Parque Científico e Tecnológico do Semiárido, em Mossoró, e o Parque Científico e Tecnológico Augusto Severo (PAX | RN), além de comunidades de inovação como Startup RN, Jerimum Valley e Potiguaras Valley.
A expectativa é que, após a conclusão do diagnóstico, prevista para o fim de julho, seja elaborado um plano de ação para fortalecer ainda mais a inovação no agro potiguar.

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