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A governadora Fátima Bezerra participou, na quinta-feira (16), do encerramento da Festa dos Santos Mártires de Cunhaú, em Canguaretama. A programação foi concluída com uma missa campal presidida pelo arcebispo metropolitano de Natal, Dom João Santos Cardoso, em frente à Capela de Nossa Senhora das Candeias, local onde ocorreu o martírio de Cunhaú, em 16 de julho de 1645.

A celebração relembra um dos episódios mais marcantes da história religiosa do Rio Grande do Norte, quando fiéis católicos foram mortos durante a invasão holandesa ao território potiguar. Meses depois, um segundo massacre ocorreu em Uruaçu, atualmente no município de São Gonçalo do Amarante. Ao todo, 30 potiguares foram mortos, entre eles os padres André de Soveral e Ambrósio Francisco Ferro.

Beatificados pelo Papa João Paulo II em 2000 e canonizados pelo Papa Francisco em 2017, os Mártires de Cunhaú e Uruaçu tornaram-se os primeiros santos brasileiros oficialmente reconhecidos pela Igreja Católica.

Durante a celebração, Fátima Bezerra destacou a importância histórica e cultural da festa para o estado. Segundo a governadora, a tradição fortalece a identidade potiguar, preserva a memória dos mártires e impulsiona o turismo religioso.



A missa reuniu centenas de romeiros, peregrinos, comunidades paroquiais e autoridades civis e religiosas. Em sua homilia, Dom João Santos Cardoso ressaltou que o testemunho dos mártires permanece como referência para a vivência da fé e da missão da Igreja nos dias atuais.

A programação religiosa dos Santos Mártires é organizada pela Arquidiocese de Natal e inclui celebrações em Canguaretama e São Gonçalo do Amarante, mantendo viva uma das principais tradições religiosas do Rio Grande do Norte.

Neste ano, a tradicional festa de Uruaçu foi antecipada para o dia 26 de setembro devido à realização do primeiro turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro.

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