A declaração reacende o debate sobre os critérios adotados para a composição das chapas ao Senado. Se, por um lado, Styvenson defende um vínculo familiar em nome da confiança, por outro chama atenção o interesse de empresários de fora do Rio Grande do Norte em ocupar uma posição de tamanha relevância política.
O tema ganha ainda mais destaque diante da informação de que a senadora e também pré-candidata Zenaide Maia (PSD);convidou o empresário paraibano Netinho Lins para ser seu suplente. A coincidência dos casos suscita um questionamento inevitável: por que recorrer a nomes de outros estados quando o Rio Grande do Norte dispõe de tantos cidadãos com trajetória, competência e conhecimento da realidade potiguar?
É verdade que há precedentes de empresários ocupando suplências no Senado pelo Rio Grande do Norte. O aspecto que desperta estranheza, neste momento, não é a atividade profissional dos possíveis suplentes, mas o fato de que os nomes cogitados são de outro estado.
A suplência no Senado está longe de ser um cargo meramente simbólico. Não é incomum que suplentes assumam o mandato, seja de forma temporária ou definitiva, passando a representar oficialmente o estado no Congresso Nacional. Por isso, a escolha não deveria ser tratada apenas como uma conveniência política ou um arranjo eleitoral, mas como uma decisão de interesse público, que exige responsabilidade, legitimidade e compromisso com os interesses da população potiguar.
Também é legítimo que a sociedade cobre transparência sobre os critérios que orientam essas indicações.
